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Os 9 Mundos


Não é só na cultura nórdica que ouvimos falar em outros mundos e outras dimensões, eles na verdade são comuns em praticamente todas as culturas. No próprio cristianismo encontramos três dimensões, Céu ou paraíso, terra e inferno os católicos por sua vez ainda creem no purgatório. Na mitologia Iorubá temos também nove mundos, e estes por sua vez podem ser acessados através de uma árvore mística (já ouviu esta história em algum lugar?).

As nove dimensões da mitologia nórdica eram acessadas pelos xamans, que em estado de transe passeavam por estes mundos e traziam de lá seus relatos. O mesmo ocorria em outras culturas. Na mitologia Iorubá os nove mundos podem ser contactados através do oráculo de ifá, é possível por exemplo saber em qual destes mundos se encontra um ente querido que veio a desencarnar no nosso mundo.

Na mitologia nórdica, diferente da cristã há uma ligação entre os mundos, estes podem ser visitados desde que seguindo a determinadas normas. Os falecidos por motivo de doença ou velhice vão para Hel onde vivem num profundo silêncio aguardando o momento de voltar para Midgard (terra). Estes mundos são separados por se tratarem de dimensões diferentes, entretanto é como se ocupassem um mesmo espaço, são interligados e tem influências diversas uns sobre os outros.

Os nove mundos representam também um aglomerado de aspectos da alma humana, da natureza e da própria psique do homem, onde Hel é o nosso lado mais oculto, nossas lembranças ancestrais, aqueles pensamentos e sentimentos que adormecem aguardando o momento certo de despertar (não necessariamente pensamentos e sentimentos destrutivos, podem ser virtudes também, evite a associação de Hel com o inferno cristão).  Esta associação pode nos remeter também ao Eneagrama, estrela de nove pontas, que de acordo com estudiosos pode definir a personalidade de um indivíduo, onde cada ponta do Eneagrama representará um estado do desenvolvimento do ser, seus aspectos positivos e negativos. São muitas as associações que podem ser feitas entre a mitologia nórdicas e outras mitologias, justo pelo fato de todas essas estarem de alguma forma interligadas, tal qual os nove mundos.

Agora vamos a descrição destes nove mundos:
Midgard: No centro de Yggdrasill está Midgard, o jardim do meio, o planeta terra, nele estão reunidos e mesclados os poderes dos outros mundos, é cercado por um lago, onde vive a serpente Midgardsomr, também chamada de serpente do mundo, ela devora insistentemente a própria calda, símbolo do ouroboros. Midgard é a manifestação material do cosmos, esta foi criada a partir do corpo do gicante Ymir, e suas sobrancelhas usadas como cerca para proteger nosso mundo dos gigantes.
Runa: Jera.
Ljossalfheim (ou Alfheim): Morada dos elfos claros, não é percebido pelos humanos, representa o universo mental. Conhecimento, arte,  criatividade, imaginação são exemplos da influência dos elfos claros em nosso mundo, é através de Ljossalfheim que o pensamento consciente se transforma em ações positivas.É a energia de Asgard transmitida para Midgard, nele se concentram as mais elevadas frequências do ser humano, em contanto com o pensamento divino. Ligado a Frey e Sunna, é um mundo também da fertilidade e vivacidade.
Runa: Sowelu
Svartalfheim: Mundo dos elfos escuros e anões, guardado pelo anão Modsognir. É neste mundo onde a matéria bruta é refinada. Os elfos escuros temem a luz, que pode transforma-los em pedras, tantos eles quanto os anões evitam o contato com humanos. Neste mundo estão as ideias brutas que serão manifestadas posteriormente em Midgard. Nele estão contidas as mais puras energiar de Hel e as mais densas de Midgard, é o oposto de Ljossalfheim. Em Svartalfheim todas as coisas tomam forma através da forja das trevas. Rege o plano emocional, por este ser o aspecto mais difícil de se controlar.
Runa: Eihwaz
Helheim: Também chamado Hel, está no nível mais profundo de Yggdrasill, associado aos mortos, governado pela temida deusa Hel. É para este mundo que vão as almas dos mortos inglórios, aqueles que morreram por velhice ou doença. Nele reinam o silêncio, a inercia e a escuridão. Nele pode-se chegar por uma ponte, guardada por Mordgud, ela é larga, porém escura e passa por cima do rio Gjoll, rio que alimenta todos os rios de midgard com suas águas. Hel é a base do iceberg das emoções humanas, e é também a fonte de toda a criatividade, foi neste mundo que Odin mergulhou afim de alcançar o Hidromel que lhe deu sabedoria e glória eternas. A governanta deste mundo, de mesmo nome, é conhecida por sua aparência dual, onde a parte de cima do corpo é morta e fúnebre e a parte de baixo, viva e sensual, representando a vida e a morte neste mundo misterioso. É importante lembrar que Helheim não tem relação com o inferno cristão, não é um mundo de tormenta, mas sim um mundo de profunda expiação, de autoconhecimento extremo, onde mergulhamos no mais profundo de nosso ser, afim de estarmos mais maduros ao voltarmos para Midgard.
Runa: Segundo Mirella Faur é Hagalaz, porém, na minha opinião Naudhiz e Othila estão mais relacionadas.
Nilflheim: Acima da raiz mais profunda, no lado norte está o mundo das brumas, o frio cósmico, gelo primal. Nilfheim participou com Muspelheim da criação do mundo. O encontro do fogo de Muspelheim e o gelo de Nilfheim que deram origem a água que era derramada no abismo de Ginnungagap e transformada novamente em gelo (A gênese nórdica está contida também neste blog). E segundo o poema Völuspa é de Nilfheim que sai o barco da morte (Naglfari), conduzido por Loki, que dará início ao Ragnarök e partindo dessa teoria temos mais uma vez a importância deste mundo na mitologia, já que tudo recomeça através dele. Este é o mundo da inércia, os que por ali passeiam ficam bem próximos da loucura, pois na inércia do espírito o ego ganha asas e será preciso o fogo de Muspelheim para que possamos nos desmanchar pelo abismo de Ginnungagap, um verdadeiro processo alquímico de evolução do ser.
Runa: Segundo Mirella Faur é Naudhiz, porém, na minha opinião Isa está mais relacionada a ele.
Muspelheim: O fogo cósmico. Reino de Surt guardião da espada flamejante, de sua espada saiam demônios de fogo, que devoravam tudo pela frente. São os habitantes deste mundo (gigantes chamados de Thursas e Etins) que dão início ao Ragnarök. Assim como Nilfheim está diretamente ligado ao processo de surgimento-destruição-ressurgimento do mundo. É a energia elétrica do fogo, incentivando a expansão do universo. Diz-se um mundo perigoso para se visitar.
Runa: de acordo com Mirella é Dagaz, eu mais uma vez discordo, Kenaz me parece mais relacionada.
Vanaheim: Mundo dos Vanes, este deuses representam a fertilidade da terra, as forças da natureza, o amor e a abundância de alimento. Considerado um lugar de paz e plenitude. Aqui modelam-se os processos orgânicos, a fertilidade, prosperidade, magia e abundância. Os vanir foram os primeiros deuses da mitologia nórdica, cultuados no neolítico, ligados ao campo e a família, como nesta época os homens eram em sua maioria nômades, e as terras ainda pouco desbravadas, existiam poucas preocupações com guerras, logo estes eram deuses de um mundo de paz, onde a maior preocupação dos homens era o alimento, o casamento e a sobrevivência diante da força da natureza. Para este mundo iam os praticantes do Seidhr (técnica de transe orácular). Regido por Frey e Freya deuses que eram irmãos gêmeos e também amantes, cuja união garantia a unidade dos nove mundos.
Runa: Mirella descreve Inguz, porém Feihu também tem forte ligação com este mundo.
Jotunheim: À leste do eixo cósmico, este é o mundo dos gigantes. Estes viviam em guerra com os Aesir e ameaçavam constantemente invadir Midgard. Os gigantes representavam as adversidades da natureza, trata-se de forças incontroláveis e destruidoras, não por serem maus, mas por não terem controle de seus próprios impulsos, sua própria força.  É um mundo de estagnação, porém a nascente de Mimir está ligada a este mundo, oque indica haver pontos de sabedoria nele, e é provável que sejam as gigantas, elas eram belas e encantadoras e procuravam transcender a condição primitiva de seres irracionais, muitas se tornaram deusas.
Runa: Mirella cita Isa, acho Thurizas mais pertinente.
Asgard: O mundo dos Ases, está acima da terra. Os Ases são deuses ligados ao céus, estrelas, astros em geral. Asgard é rodeado por um rio mágico que é ligado a Midgard. Nele chega-se passando pela ponte Bifrost, guardada por Heimdal, ela é um arco-íris que segundo Snorri Sturluson seria a própria Via Lactea. Este mundo representa a evolução da consciência, os pensamentos mais puros, a inspiração divina. Só pode ser alcançado através de muita fé e devoção, e sacrificando o próprio ego em nome de um bem maior, os que para lá iam eram levados pelas Disir (“mulheres sobrenaturais, eram espíritos ancestrais guardiões que cuidavam de seus discípulos e em certas ocasiões lhes pregavam peças com a finalidade de lhes dar lições”) ou Valquírias (donzelas que levavam as almas dos guerreiros até Odin). Odin e Frigga são seus regentes.
Runas: Gebo e Ansuz

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